A espera vigilante por cinco meses para a cirurgia de amputação da Universidade e do Hospital de Petrolina, PE | Petrolina e Região | G1

Vigilante espera há cinco meses por cirurgia de amputação, no Hospital Universitário de Petrolina, PE
Vigilante espera há cinco meses por cirurgia de amputação, no Hospital Universitário de Petrolina, PE

Depois de sofrer um acidente de moto em julho do ano passado, o vigilante Cristiano de Souza Rodrigues, de 33 anos, foi internado no Hospital Universitário (HU), em Petrolina, Sertão de Pernambuco, onde os médicos descobriram que, além de ter quebrado o pé esquerdo, ele tem neurofibromatose na mesma perna, uma doença hereditária que provoca o crescimento anormal do tecido nervoso pelo corpo, formando pequenos tumores externos. Depois de fazer uma biópsia, em Recife, o médico recomendou a amputação da perna, que até hoje não foi feito.

Cristiano está há cinco meses esperando por uma cirurgia — Foto: Reprodução / TV Grande RioCristiano está há cinco meses esperando por uma cirurgia — Foto: Reprodução / TV Grande Rio

Cristiano há cinco meses de espera para uma cirurgia — Foto: Reprodução / TV Grande Rio

“Eu estou esperando para o hospital para fazer minha cirurgia e até hoje, dia após dia, e nunca chega esse dia”, diz Cristiano, temendo que o problema piore.

“Eu tenho medo de você ver qualquer infecção devido a fratura e a infecção para agravar o corpo.”

Em casa, Cristiano caminha com o auxílio de muletas, mas como não podia colocar o pé no chão, ele precisa da ajuda de outras pessoas para fazer algumas atividades diárias. “Até para escovar os dentes, o pessoal tem que levar o material, porque você não pode colocar o pé no chão. Se eu tivesse feito minha cirurgia, eu poderia fazer algumas coisas. Hoje tudo o que eu tenho a fazer é em função do outro. [a demora] Só irá dificultar o mesmo. Para mim é difícil”, lamenta.

A família do vigilante vai com frequência ao Hospital Universitário, para saber se há qualquer prazo para a conclusão da cirurgia. No entanto, de acordo com eles, a resposta dos funcionários é sempre a mesma, que não há nenhuma vaga no HU, e que Cristiano precisa esperar.

Em nota, o Hospital Universitário disse que o paciente está na fila de espera para fazer a cirurgia que é considerada eletiva. A nota também informou que o caso está sendo monitorado pela ouvidoria do hospital, para que a situação seja resolvida, dentro das possibilidades da unidade, mas nenhum prazo foi dado para que o procedimento seja feito.

Confira a nota na íntegra

O senhor Cristiano de Sousa Rodrigues (33) tem sido acompanhado pela equipe médica do ambulatório do HU-Univasf, enquanto espera na fila das cirurgias eletivas. A família do paciente, recentemente, eles foram registradas na Ouvidoria da unidade e esta tem sido a tomar todas as medidas necessárias para resolver o caso, dentro das possibilidades atuais do hospital.

O Hospital Universitário compreende o sofrimento do paciente e de seus familiares, mas ressalta que o fato de ser a única unidade pública de saúde de média e alta complexidade para os 53 municípios causar sobrecarga nos fluxos de assistência. Neste contexto, a oferta de uma quantidade de serviços maior do que a sua capacidade instalada, operacional, muitas vezes, com uma taxa de ocupação superior a 150%.

O problema neste estado de superlotação além da governança do HU-Univasf, e depende de uma readequação e a expansão da rede pública de saúde do Vale do São Francisco.

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