Cantora de SP inova com ritmo futurista e faz sucesso nas redes sociais: ‘Representatividade’ | Santos e Região | G1

Cantora de SP inova com ritmo futurista e faz sucesso nas redes sociais:
Cantora de SP inova com ritmo futurista e faz sucesso nas redes sociais:

Cantora Geo utiliza tecnologias responsivas para se apresentar ao público — Foto: Reprodução/Guilherme CavichioliCantora Geo utiliza tecnologias responsivas para se apresentar ao público — Foto: Reprodução/Guilherme Cavichioli

Cantora Geo utiliza tecnologias responsivas para se apresentar ao público — Foto: Reprodução/Guilherme Cavichioli

Inspirada pelo meio cibernético, a música da cantora Geovana Mantovani, de 24 anos, é classificada como um ‘R&B futurista’ e encanta fãs que acompanham seu trabalho em shows e nas redes sociais. Natural de Santos, no litoral de São Paulo, ‘Geo’, como é conhecida pelo público, explora as relações humanas com o meio digital enquanto suas músicas fazem sucesso entre os ouvintes.

Geo explica que se inspirou em um manifesto dos anos 80 para criar a personagem que encorpora em seu trabalho. “Geo é fruto de muita pesquisa, especialmente de um documento chamado ‘Manifesto Ciborgue’, escrita pela filósofa norte-americana Donna Haraway, e que discute a relação entre os meios orgânicos e digitais, a existência do ser humano no meio virtual, fluído”.

“Essa obra me ajudou a me entender como pessoa, como mulher, e a entender a minha obra e como eu quero direcionar ela. É como se eu pudesse dizer que eu mesmo podia ser uma ciborgue, tentando entender meu papel nesse meio que é uma mistura entre o digital e o orgânico. Além de tudo, é um meio de interagir diretamente com os fãs”, explica a cantora.

Atualmente, a artista conta com sete singles e um EP lançados, disponíveis em plataformas de streaming, como o Spotify, onde suas músicas superam a marca de 1,3 milhão de reproduções. Geo também conta com mais de 10,5 mil seguidores nas redes sociais, público de cidades como São Paulo, Brasília e Curitiba, onde também já se apresentou.

“Fico muito feliz com o retorno positivo do público em geral. Por eu ser uma pessoa com um corpo feminino fora dos padrões estéticos, considero essa produção como um ato político, que traz representatividade e uma resposta aos padrões estéticos, até agora tem dado certo. Precisamos da presença de mais mulheres produzindo música, presentes nos palcos”, afirma Geo.

Geo incorpora conceitos cibernéticos em seu trabalho artístico — Foto: Reprodução/Guilherme CavichioliGeo incorpora conceitos cibernéticos em seu trabalho artístico — Foto: Reprodução/Guilherme Cavichioli

Geo incorpora conceitos cibernéticos em seu trabalho artístico — Foto: Reprodução/Guilherme Cavichioli

Início da carreira

Geovana estreou seu primeiro single em 2017, incentivada por amigos. “Eu achava que não ia dar certo, mas o pessoal incentivou e eu lancei o primeiro single em 2017. Como o retorno do público foi legal, lancei mais três músicas e por fim um EP, com a ajuda do meu produtor”.

“Eu sempre fui muito ansiosa e insegura, então inventar essa ‘persona’ foi muito bom, se tornou uma plataforma de experiência para mim. Hoje, vejo tudo o que fazemos como uma performance, desde os shows até a interação com o público. A ideia é ser um corpo que expressa arte e usarmos a tecnologia a nosso favor”, relata.

Novidades

A cantora busca inovar em relação à presença de palco e às tecnologias disponíveis que a auxiliam durante as apresentações. “Queremos usar tecnologias como video-mapping, projeções nos palcos, coisas responsivas e que ajudem na imersão do público nesse meio digital”.

“O palco é muito forte para mim, então toda essa experiência tem sido ótima. As pessoas estão interagindo, mergulhando nessa narrativa de que criamos, e isso é o que queremos levar ao público”, finaliza.

Geo incorpora conceitos cibernéticos para interagir com fãs em apresentações e nas redes sociais — Foto: Reprodução/Mariane PradoGeo incorpora conceitos cibernéticos para interagir com fãs em apresentações e nas redes sociais — Foto: Reprodução/Mariane Prado

Geo incorpora conceitos cibernéticos para interagir com fãs em apresentações e nas redes sociais — Foto: Reprodução/Mariane Prado

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