Caso Tatiane Spitzner: Justiça define que o marido, Luis Felipe Manvailer, vai a júri popular | Campos Gerais e o Sul | G1

Caso Tatiane Spitzner: Justiça define que marido, Luís Felipe Manvailer, vai a júri popular
Caso Tatiane Spitzner: Justiça define que marido, Luís Felipe Manvailer, vai a júri popular

Luis Felipe Manvailer foi acusado pelo MP PR de homicídio qualificado, fraude processual e cárcere privado. — Foto: ReproduçãoLuis Felipe Manvailer foi acusado pelo MP PR de homicídio qualificado, fraude processual e cárcere privado. — Foto: Reprodução

Luis Felipe Manvailer foi acusado pelo MP-PR de homicídio qualificado, fraude processual e falsa prisão. — Foto: Reprodução

A Justiça decidiu que o Luis Felipe Manvailer, acusado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) de ter de matar a advogada Tatiane Spitzner, vá ao Tribunal do Júri para os crimes de homicídio qualificado e fraude processual. A decisão foi dada na sentença de pronúncia desta sexta-feira (17).

O juiz Paôla Gonçalves Mancini de Lima, no Distrito de Guarapuava, na região central do Paraná, absolveu o réu do crime de cárcere privado. Na decisão, o juiz determinou que a prisão preventiva do acusado é mantido.

Luis Felipe Manvailer foi acusado pelo MP-PR , por homicídio qualificado por motivo torpe, asfixia mecânica, dificultar a defesa da vítima, além de femicídio. Ainda de acordo com a denúncia, o réu cometeu fraude processual e falsa prisão.

A defesa do réu pediu a Justiça na segunda-feira (13), durante as alegações finais do processo, para que Manvailer não ser levado para o júri. Os advogados também pediram a absolvição da acusação de fraude processual e falsa prisão.

Cárcere privado

Na decisão, o juiz Paôla Gonçalves Mancini de Lima entendeu que Manvailer não cometeu o crime de cárcere privado. Para o juiz, as imagens da câmera de segurança apontam que “não houve intenção de restrição da liberdade de movimento de Tatiane, [ … ], mas sim a intenção de reter a vítima por um curto período de tempo, e contra a sua vontade para chegar até o apartamento”, como afirmou na decisão.

De acordo com o juiz, a ação durou pouco mais de um minuto, para o elevador. A decisão levou em conta, também, o depoimento de uma testemunha, que ouviu Manvailer dizer “get out of here” para Tatiane. Ainda de acordo com o juiz, no mesmo depoimento, a testemunha afirmou ter ouvido Tatiane pedir o telefone celular do réu, que, de acordo com a decisão, “prova que ela queria estar lá.”

Homicídio qualificado

De acordo com o veredicto pronunciado, não há provas suficientes de que Luis Felipe Manvailer morto Tatiane Spitzner. Quanto ao nível, de acordo com a decisão, o casal teria brigado na conta da vítima quer ver o móvel Manvailer, que pode ser entendida como “desproporcional” com a reação do réu, de acordo com o juiz.

Ainda, de acordo com a decisão, as câmeras de segurança do ponto de suspeita de que o acusado agrediu a Tatiane, que terminou, em teoria, com a esganadura da vítima. De acordo com o juiz Paôla Gonçalves Mancini de Lima, o crime que envolve violência doméstica, que traz a responsabilidade de femicídio.

Desta forma, na decisão, o tribunal manteve o nível de homicídio propostas para a denúncia do MP-PR, que são motivo fútil, asfixia, meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e o feminicídio.

Fraude processual

O juiz Paôla Gonçalves Mancini de Lima justificado provas da prática de fraude processual em conta as imagens da câmera de segurança, anexado na petição inicial, além dos depoimentos de uma testemunha, de acordo com a decisão.

Na decisão, o juiz cita que Manvailer aparece nas gravações procurando o corpo de Tatiane na calçada e levando-o para o apartamento. Alguns minutos mais tarde, de acordo com a sentença, o acusado aparece com as roupas trocadas e limpeza de vestígios de sangue.

De acordo com o juiz, o fato de que traz a suspeita de que o réu tem “a intenção de prejudicar as investigações, porque ele não estava claro nos autos que seria o motivo da redenção do corpo, obviamente sem vida da vítima”, de acordo com a conta na decisão.

Câmeras registraram agressões do marido a advogada Tatiane Spitzner no elevador do prédio — Foto: Câmeras de segurançaCâmeras registraram agressões do marido a advogada Tatiane Spitzner no elevador do prédio — Foto: Câmeras de segurança

Câmeras gravaram a agressão do marido, o advogado Tatiane Spitzner no elevador do edifício — Foto: Câmeras de segurança

O que dizem as partes

A defesa de Luis Felipe Manvailer diz que irá demonstrar a inocência do réu, e que a absolvição da acusação de cárcere privado parte de “qualquer fato que é ventilado pela acusação” antes de o casal entrar no apartamento onde ele morava.

O advogado da família da vítima disse, por meio de nota, que a decisão é justa, a não ser pela absolvição. De acordo com o advogado, “há indícios veementes de crime de cárcere privado, que devem ser analisados pelo Júri”.

Relembre o caso

O advogado Tatiane Spitzner foi encontrado morto na madrugada do dia 22 de julho, no apartamento em que morava em Guarapuava. De acordo com a Polícia Militar (PM), houve uma chamada informando que uma mulher teria pulou ou foi atirada de um prédio.

A polícia informou que ele encontrou sangue na calçada do prédio quando você chegar no local. Testemunhas disseram que um homem levou o corpo para o interior do edifício. De acordo com a PM, o corpo de Tatiane estava dentro do apartamento.

Luis Felipe Manvailer foi preso horas após a morte do advogado para ser envolvido em um acidente na BR-277 em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná. A cidade está localizada a cerca de 340 km de Guarapuava, onde o crime aconteceu.

Durante uma audiência de custódia, Manvailer negou que tenha matado a mulher e disse que um advogado cometeu suicídio. O acusado disse ainda que, se um acidente porque a imagem de Tatiane pulando da varanda não saía de sua cabeça. Para a Polícia Civil, Manvailer tentou fugir para o Paraguai.

Em uma audiência de instrução, em março 21, o acusado negou outra vez, que ele matou a advogada. Ele afirmou que a família de Tatiane influenciou algumas testemunhas disseram na delegacia que eles tinham ouvido o advogado gritando durante a queda.

Segundo Manvailer, a testemunha mudou o depoimento na audiência. No mesmo dia, o arguido optou por não responder ao questionário feito pela Justiça e a audiência foi encerrada.

class=”bom size-full wp-image-156730″ src=”https://blog.conectaclassificados.com.br/wp-content/uploads/2019/05/advogada-tatiane-spitzner-foi-encontrada-morta-em-guarapuava-foto-reproducao-tv-globo.jpeg” alt=”Advogado Tatiane Spitzner foi encontrado morto em Guarapuava — Foto: Reprodução/TV Globo” largura=”25″ height=”14″ /> Advogada Tatiane Spitzner foi encontrada morta em Guarapuava — Foto: Reprodução/TV Globo

Advogado Tatiane Spitzner foi encontrado morto em Guarapuava — Foto: Reprodução/TV Globo

CASO TATIANE SPITZNER

Ver mais notícias da região no G1 Campos Gerais e do Sul.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*