Cinco suspeitos de envolvimento no assassinato de motorista de aplicativo são detidos em três cidades diferentes | Presidente Prudente e Região | G1

Cinco suspeitos de envolvimento no assassinato de motorista de aplicativo são detidos em três cidades diferentes
Cinco suspeitos de envolvimento no assassinato de motorista de aplicativo são detidos em três cidades diferentes

Luciano Galindo — Foto: Reprodução/FacebookLuciano Galindo — Foto: Reprodução/Facebook

Luciano Galindo — Foto: Reprodução/Facebook

Cinco suspeitos de envolvimento no assassinato do motorista de aplicativo Luciano Galindo foram detidos nesta segunda-feira (17), segundo anunciou a Polícia Civil.

Três dos suspeitos foram detidos na cidade de Nova Alvorada do Sul (MS). São dois rapazes, ambos de 19 anos, e um adolescente, de 16 anos, todos moradores de Presidente Prudente (SP).

Outro suspeito detido foi um morador do Residencial Maré Mansa, em Presidente Prudente, de 24 anos.

O quinto suspeito, de 56 anos, foi detido em Álvares Machado (SP).

A Polícia Civil pediu a decretação da prisão temporária de todos eles, pelo prazo inicial de 30 dias, e aguarda uma decisão do Poder Judiciário.

As investigações descobriram que o carro da vítima foi levado para o Paraguai, onde seria trocado por droga.

A apuração sobre o caso, que é tratado pela Polícia Civil como homicídio qualificado, está sob a responsabilidade da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Presidente Prudente.

O caso

Luciano Galindo foi encontrado morto na manhã do último sábado (15) em uma estrada de terra na zona rural de Álvares Machado.

Ele tinha 42 anos de idade e morava no Jardim Aviação, em Presidente Prudente. Era casado e deixou um casal de filhos.

O corpo apresentava sinais de ferimentos a facadas.

Corpo foi encontrado em estrada de terra na zona rural de Álvares Machado — Foto: Heloise Hamada/TV FronteiraCorpo foi encontrado em estrada de terra na zona rural de Álvares Machado — Foto: Heloise Hamada/TV Fronteira

Corpo foi encontrado em estrada de terra na zona rural de Álvares Machado — Foto: Heloise Hamada/TV Fronteira

De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia da Polícia Civil, em Álvares Machado, a primeira pessoa a avistar o corpo foi um homem que, por volta das 6h30, fazia sua caminhada matinal pelo local.

O homem viu o cadáver dentro de uma vala na estrada de terra e acionou a Polícia Militar.

Quando chegaram ao local, os policiais militares constataram que o cadáver se tratava de um homem branco, que estava dentro de um buraco ao lado da estrada de terra e apresentava, aproximadamente, 13 perfurações de facadas.

Segundo o Boletim de Ocorrência, o local fica em uma área rural e foi observado que havia manchas de sangue na estrada e algumas sacolas plásticas.

O corpo estava na posição de decúbito dorsal, ou seja, com a barriga voltada para cima, e tinha algumas perfurações já visíveis próximas à caixa toráxica.

O motorista de aplicativo vestia uma camisa listrada clara e calça jeans, calçava tênis azuis e usava relógio e aliança.

Após o término da perícia realizada pelo Instituto de Criminalística no local onde a vítima foi encontrada, foram acionados o Corpo de Bombeiros e uma empresa funerária para a remoção do corpo ao Hospital Regional, em Presidente Prudente, onde o Instituto Médico Legal (IML) realizou o exame necroscópico.

Corpo foi encontrado em estrada de terra na zona rural de Álvares Machado — Foto: Heloise Hamada/TV FronteiraCorpo foi encontrado em estrada de terra na zona rural de Álvares Machado — Foto: Heloise Hamada/TV Fronteira

Corpo foi encontrado em estrada de terra na zona rural de Álvares Machado — Foto: Heloise Hamada/TV Fronteira

Um Boletim de Ocorrência foi registrado na Polícia Civil, em Presidente Prudente, na manhã do último sábado (15), relatando o desaparecimento do motorista de aplicativo.

Segundo o registro policial, ele havia saído para trabalhar por volta das 17h da sexta-feira (14) com seu carro.

Foi tentado o contato com o motorista por uma parente dele, por volta da 0h, mas o celular de Galindo estava desligado.

Quando saiu para o trabalho, ainda conforme o registro policial, o motorista também usava uma corrente prata no pescoço e uma pulseira.

Foi solicitado o comparecimento dos familiares ao HR, onde o corpo de Luciano Galindo foi reconhecido por seu irmão.

A Polícia Civil entrou em contato com outros motoristas, que indicaram, por meio de um aplicativo, o último local onde Galindo esteve.

O ponto desta última localização fica no cruzamento das ruas Antônio Evangelista Fonseca e Antônio Geraldo, no Residencial Maré Mansa, em Presidente Prudente.

Em diligências pelo local, os policiais encontraram diversos vestígios que foram acrescentados às investigações, como manchas no chão, uma faca de cabo branco com marcas de sangue, um celular quebrado – estavam separados a capa traseira, o aparelho e a tela – e um acessório do tipo carregador. Os objetos foram apreendidos e os familiares da vítima reconheceram que o celular pertencia a Galindo.

De acordo com a Polícia Civil, ao que tudo indica, o crime teria sido praticado naquele endereço, no Residencial Maré Mansa, em Presidente Prudente.

Polícia Civil suspeita de que motorista tenha sido assassinado no Residencial Maré Mansa, em Presidente Prudente — Foto: Heloise Hamada/TV FronteiraPolícia Civil suspeita de que motorista tenha sido assassinado no Residencial Maré Mansa, em Presidente Prudente — Foto: Heloise Hamada/TV Fronteira

Polícia Civil suspeita de que motorista tenha sido assassinado no Residencial Maré Mansa, em Presidente Prudente — Foto: Heloise Hamada/TV Fronteira

O corpo de Luciano Galindo foi enterrado na tarde deste domingo (16), no Cemitério Municipal Campal, em Presidente Prudente.

Amigos e familiares classificaram Galindo como um “homem de bem”, trabalhador e bem relacionado com as pessoas.

“Ele morreu trabalhando”, disse ao G1 um tio da vítima, Manoel Galindo, que ainda declarou que a família “está em estado de choque com a forma que a vida [de Luciano] foi tirada”.

O delegado Pablo Rodrigo França, da DIG, investiga o caso — Foto: Wellington Roberto/G1O delegado Pablo Rodrigo França, da DIG, investiga o caso — Foto: Wellington Roberto/G1

O delegado Pablo Rodrigo França, da DIG, investiga o caso — Foto: Wellington Roberto/G1

MOTORISTA DE APLICATIVO ASSASSINADO

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