“É uma honra trabalhar em um lugar que é conhecido no mundo todo’, diz mulher sobre a Feira de Caruaru | Caruaru e Região | G1

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Feira do Artesanato em Caruaru — Foto: Hayale Guimarães/G1Feira do Artesanato em Caruaru — Foto: Hayale Guimarães/G1

Feira de artesanato de Caruaru — Foto: Hayale Guimarães/G1

Não é notícia de que a cidade de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, tem o justo, que é considerado o maior do mundo. Como diz a música de Onildo Almeida “tudo o que há no mundo, tem na feira de Caruaru”. Além de ser uma atração turística, a feira é também uma fonte de renda para mais de nove mil pessoas, de acordo com os dados fornecidos pela Prefeitura do município.

Severina Maria de Moura, de 62 anos, é feirante há mais de 30 anos. Ela vende peças de argila na Feira de Artesanato, juntamente com mais duas irmãs. No banco é possível encontrar várias peças, tanto de argila como pano, que retratam a cultura e a história do povo caruaruense. Trabalhando na feira, sempre foi o meio de subsistência de cada família de dona Severina.

Severina Maria na Feira do Artesanato — Foto: Hayale Guimarães/G1Severina Maria na Feira do Artesanato — Foto: Hayale Guimarães/G1

Severina Maria da Feira de Artesanato — Foto: Hayale Guimarães/G1

“Eu e minhas irmãs trabalhavam desde novo aqui na feira, cada um tem um banco, e este trabalho tem sido sempre o sustento de nossa família. É uma honra trabalhar em um lugar que é conhecido no mundo todo”, fala a feirante.

O comerciante Severino Bezerra, de 56 anos, também é feirante há 30 anos. O trabalho, que está passando de geração para geração, é o sustento da família. Seu Severino vende produtos de couro, tais como botas, cintos, sandálias e coletes. O último é fabricado por eles e os dois filhos, que cortou o couro no próprio banco, costurar em casa e, em seguida, trazer de volta para a feira para vender.

Severino Bezerra na feira de Caruaru — Foto: Hayale Guimarães/G1Severino Bezerra na feira de Caruaru — Foto: Hayale Guimarães/G1

Severino Bezerra na feira de Caruaru — Foto: Hayale Guimarães/G1

“Aqui sempre foi o meu trabalho, a minha renda é tomada a partir deste banco. Eu não tenho do que reclamar, é claro, nem sempre o movimento é bom, mas ele foi e continua a ser, aqui, que tiro o sustento da minha família”, diz o comerciante. Os filhos Fábio, de 21 anos, e Marcelo, 27, herdou também o trabalho do pai. Aprender desde cedo a lidar com o couro, hoje cada um tem o próprio banco, com os mesmos produtos.

Produto da feira em Caruaru — Foto: Hayale Guimarães/GProduto da feira em Caruaru — Foto: Hayale Guimarães/G

O produto da feira de Caruaru — Foto: Hayale Guimarães/G

Casado há 29 anos, Maria José, Laura e José Marcos de trabalho na Feira de Sulanca 20 anos atrás, com o ramo de cozinhar. Foi neste trabalho que o casal tem dois filhos, e conquistou sua própria casa, carro e uma localização para a fabricação de seus próprios bens. De acordo com Maria José, mais conhecida como dona Beatriz, a família começou na feira de venda de 100 peças, com o passar do tempo, a demanda foi aumentando e o comércio tem crescido. O casal tinha para contratar trabalhadores para dar conta da demanda na feira.

Casal que trabalha na feira há 20 anos — Foto: Maria José Laura/Arquivo PessoalCasal que trabalha na feira há 20 anos — Foto: Maria José Laura/Arquivo Pessoal

O casal, que trabalha na feira há mais de 20 anos — Foto: Maria José Laura/Arquivo Pessoal

A dona Bia, é um privilégio saber que a família conseguiu realizar tantos sonhos através da Feira de Sulanca. “A feira é uma bênção em minha família, fomos capazes de muitas coisas para este trabalho, neste lugar que é conhecido em todo o mundo, que é a Feira de Sulanca”, expressou.

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