GM vai dar folga aos operários para frear produção da S10 na fábrica de São José, SP | Vale do Paraíba e Região | G1

GM vai dar folga aos operários para frear produção da S10 na fábrica de São José, SP
GM vai dar folga aos operários para frear produção da S10 na fábrica de São José, SP

Além da picape S10, planta da GM em São José produz a Trailblazer — Foto: Divulgação/ GM BrasilAlém da picape S10, planta da GM em São José produz a Trailblazer — Foto: Divulgação/ GM Brasil

Além da picape S10, planta da GM em São José produz a Trailblazer — Foto: Divulgação/ GM Brasil

Trabalhadores da fábrica da General Motors em São José dos Campos (SP) serão dispensados do expediente, por meio de um mecanismo chamado ‘day-off’, por dois dias na próxima semana. A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos.

Segundo a entidade, o expediente será suspenso nos dias 20 e 21 de maio apenas no setor que produz a caminhonete S10 – a medida deve atingir cerca de 1,8 mil empregados. A fábrica de motores vai funcionar normalmente.

O motivo da paralisação na linha de produção da caminhonete seria a queda das exportações à Argentina. Essa mesma retração fez com que a fábrica da Volkswagen, em Taubaté, concedesse 20 dias de férias coletivas.

Segundo o sindicato, cerca de 30% da produção na planta da GM em São José atende o mercado sul-americano – sendo que parte dos automóveis tem como destino a Argentina;

Esses dois dias de folga pelo ‘day-off ‘ são remunerados normalmente e os trabalhadores ‘pagam’ essas horas à multinacional em um prazo máximo de até seis meses.

Procurada, a GM informou por meio da assessoria de imprensa que não vai comentar o assunto.

A caminhonete é produzida exclusivamente na fábrica de São José. A unidade emprega cerca de 5 mil pessoas.

Exportações

As montadoras de veículos instaladas no Brasil estão preocupadas com o salto dos juros na Argentina, mercado que é responsável atualmente por mais de 70% das exportações brasileiras no setor.

O banco central da Argentina elevou na semana passada a taxa de juros do país para 40%, em medida para conter a desvalorização do peso ante o dólar e em meio aos esforços da autoridade monetária para atingir a meta de inflação de 15% para este ano. Foi a terceira alta dos juros da Argentina apenas em 2018.

Segundo a associação de montadoras de veículos do Brasil (Anfavea), nos próximos dois meses o setor vai ter mais claro quais serão os impactos dos juros argentinos sobre a demanda por veículos produzidos no Brasil.

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