O presidente do austríaco propõe a convocação de novas eleições, em setembro | EXAME

Presidente austríaco propõe realizar novas eleições em setembro
Presidente austríaco propõe realizar novas eleições em setembro

Vista aérea de Viena, na Áustria

Vista aérea de Viena, Áustria (Ulli Michel/Getty Images)

Viena – O presidente da Áustria, Alexander Van der Bellen, proposto neste domingo de eleições antecipadas no início de setembro, após a ruptura da coalizão de conservadores e ultranacionalistas que tem governado o país desde dezembro de 2017.

“Considerando os prazos estabelecidos pela Constituição, eu sou um defensor para a realização de eleições em setembro, se possível, no início de setembro”, disse Van der Bellen em uma breve declaração à imprensa na sede presidencial ao lado do chanceler federal, Sebastian Kurz.

O chefe de Estado e chefe de governo teve uma reunião para tratar os próximos passos após a grave crise decorrente da república alpina, na sexta-feira pela divulgação de um vídeo apelando para o vice-chanceler e líder dos ultranacionalistas, Heinz-Christian Strache, que renunciou ontem.

“Eu perdi a confiança por parte do governo”, disse Van der Bellen, depois de reiterar o seu ponto de vista expresso já na noite de sábado, que o incidente “não reflete o que é a Áustria”.

O presidente falou assim para o terremoto do sistema político causado pelo conteúdo do vídeo, gravado com câmeras escondidas em julho de 2017, em uma casa na ilha de Ibiza, na Espanha, onde Strache mostra-se disposto a cometer atos de corrupção e descreve medidas concretas para controlar a imprensa nacional.

Neste sentido, o presidente da áustria e acrescentou que as saídas do vice-chanceler e chefe do grupo parlamentar do ultranacionalista Partido Liberal (FPÖ), Johann Gudenus, que também aparece no vídeo, foram “necessário e indispensável”.

“Agora você tem que fazer todo o possível para recuperar a confiança (…) tão rápido quanto você permitir que a Constituição”, disse o líder ecologista, que lembrou que a Áustria, da mesma forma que os outros membros da União Europeia (UE), está na reta final da campanha para as eleições europeias.

“Ainda temos uma semana de campanha eleitoral para o Parlamento Europeu e depois de meses de intensas negociações na UE, importante para o futuro da União. Neste período, a Áustria tem de estar em uma posição para atuar como um parceiro de confiança na união europeia”, salientou.

Van der Bellen disse também que, depois de enfrentar hoje com Kurz “diferentes possíveis cenários” como será que o governo, na Áustria, até a formação de um novo Executivo emergiu das urnas, vai fazer consultas a respeito com os líderes dos outros partidos políticos nos próximos dias.

Por sua parte, Kurz expressou a sua disponibilidade para continuar a ser o chefe do governo, razão pela qual, ele voltou a pedir a confiança do eleitorado.

Os observadores políticos e a imprensa austríaca especular a possibilidade de que os atuais ministros do FPÖ, especialmente os detentores do Interior, da Defesa e da Justiça, para ser substituído por técnicos que já é o governo interino, liderado por Kurz.

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