Os bastidores da relação dos donos do JBS, com o poder | EXAME

Os bastidores da relação dos donos da JBS com o poder
Os bastidores da relação dos donos da JBS com o poder

Joesley Batista e Wesley Batista

Joesley e Wesley Batista: para o Papel de Excelência, os proprietários da J&F quer mais dinheiro para a venda de Eldorado Celulose | Claudio Belli/Valor/Agência O Globo / (Claudio Belli/AG. O Globo)

São Paulo – Uma passagem no início de “Porque Não”, o livro do jornalista Raquel Landim sobre a trajetória da JBS, empresa no centro de um intrincado esquema de pagamento de propina a políticos para garantir o suporte oficial para seus projetos de expansão, define a personalidade do personagem principal, Joesley Batista, descrevendo um episódio de sua infância. Dona Flora, a matriarca da família, desesperada porque o filho havia desaparecido de casa. O pequeno Joesley acabou sendo encontrado dentro de um buraco. Quando perguntou o que era aquilo, ele disse: “Olhando para o petróleo”.

Trechos como esse são o resultado de uma pesquisa detalhada, que começou dois anos atrás, no dia em que ele foi o mais arriscado, de Joesley foi revelado: em 17 de maio de 2017, foi divulgada a gravação que o todo-poderoso do grupo J&F – temporada, o proprietário não apenas da JBS, mas também Alpargatas (proprietário de Havaianas) e Eldorado Celulose, entre outros negócios – tinha feito uma conversa no Palácio do jaburu, em uma visita que o então presidente Michel Temer manteve fora da agenda oficial.

Neste ponto, Joesley, que juntamente com seu irmão Wesley, ele transformou a EMPRESA em um líder mundial de proteína animal, eu sentia preso. Pressionado pelo Ministério Público Federal, ele viu que sua única opção era a delação premiada. Ao concordar em contar tudo para a Justiça, mas precisa de total imunidade em troca, ele voltou a apostar alto. Seus dois objetivos: para evitar a prisão, e, ao mesmo tempo, para salvar a empresa da falência.

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A decisão dos irmãos Batista para colaborar com o MPF, Raquel disse ao Estado, surgiu da observação dos empreiteiros que, naquele momento, já tinha sido apanhado nas investigações da Operação Lava Jato. “Eles viram o que aconteceu com Marcelo Odebrecht, que levou a colaborar, e resolveu antecipar”, explicou o jornalista. Para evitar o mesmo destino, Joesley foi, uma vez mais disposto a apostar quase tudo: o valor a escrever para o presidente.

A ousadia dos irmãos, tanto na disposição de comprar empresas e fazê-los crescer tanto como para agradar a políticos para atingir seus objetivos – é mostrado em detalhe Por que Não. A edição torna a vida mais fácil para o leitor: ele contém um glossário dos partidos políticos mencionados e uma linha de tempo que os detalhes desde as origens humildes do negócio para as sucessivas compras bilionárias que o grupo fez depois de 2010, com a ajuda de bancos públicos, como o BNDES e a Caixa econômica federal, e de fundos de pensões.

A trajetória dos irmãos Batista ainda tem open final – eles foram meses de prisão, mas, hoje, responder o processo em liberdade -e, portanto, a narrativa de Por que Não termina em 2017, quando as duas líderes do império da carne foram presos em uma questão de dias. Como muita coisa aconteceu desde então, as vendas de negócios bilionários aos acontecimentos da vida pessoal de Wesley e Joesley, o livro também fornece um epílogo que resume os eventos posteriores – atualizado até o dia do trabalho, ir para a gráfica.

Embora a história dos empresários ainda está em curso, Rachel disse Joesley já atingiu parte do que ela queria. Ao contrário da Odebrecht, que passa por dificuldades, a JBS vai bem – o seu lucro foi de mais de us$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2019. Como para o outro objetivo – para livrar-se de um longo período atrás das grades -, resta esperar para um capítulo ainda não escrito: “Esta é só a Justiça vai dizer.”As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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